Resenha Cachoeirão, de Elias de Aquino
Em Cachoeirão, Elias de Aquino constrói um livro de poesia em que a água não é apenas imagem recorrente, mas princípio organizador da linguagem, da memória e da experiência. Desde…
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Em Cachoeirão, Elias de Aquino constrói um livro de poesia em que a água não é apenas imagem recorrente, mas princípio organizador da linguagem, da memória e da experiência. Desde…
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Em Corpilhas, Luciana Andradito entrega um livro de poesia de rara inventividade, beleza sensorial e força imagética. Desde a apresentação inicial, a obra se afirma como um “arquipélago de sentidos”,…
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Há livros que se expandem justamente porque escolhem a contenção. Haicais vazios, de Rodrigo Ortiz Vinholo, é um desses casos. Publicado em 2025 pela Toma Aí Um Poema, o livro…
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Em Em um só fôlego, Arcilio Sales transforma a experiência da dor psíquica em matéria poética bruta, contínua e sufocante. Desde a capa e a dedicatória, o livro já anuncia…
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Há livros que pedem pressa e há livros que pedem presença. Alípede: sonhar que tenho asas nos pés, de Valentina Rosa Maciel, pertence à segunda categoria: é um livro que…
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Há um momento raro na literatura em que a linguagem deixa de ser veículo e se torna acontecimento. Em Verve Lasciva, esse momento não é exceção — é princípio. A…
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Há livros que não “contam” uma história: eles constroem um relevo. A dança áspera das raízes, de Bárbara Mançanares, é um desses livros em que a experiência humana não aparece…
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Há livros que contam uma história. E há livros que constroem um organismo: um corpo feito de vozes, ossos, água, retratos, objetos, silêncios herdados. As enormes mandíbulas, de Daniela Cassinelli,…
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Há livros que não querem ser “entendidos” — querem ser atravessados. Poemas das Multidões: poesia surrealista, de Arthus Mehanna, é um desses. A sensação de leitura é a de entrar…
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Eu acho que alguns livros não são feitos para “prender” a gente: são feitos para segurar. Como uma mão discreta na nuca, guiando a travessia quando a rua está cheia…
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Há livros que não “se apresentam”: se inscrevem. A louca escrevendo seu nome na linha pontilhada, de Ana Dilah, é desses. Desde o título, a imagem é clara e incômoda:…
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Há livros que não nascem de uma ideia, mas de um período. Tempo que envelhece sem querer, de Cecília Guimarães, carrega essa marca: é poesia escrita como quem atravessa décadas,…
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Há livros que chegam como paisagem. Uçá, de Aline Monteiro, chega como maré: não “entra” na leitura — invade. É um livro que respira no ritmo do vai e vem,…
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Há histórias que parecem escritas com o cuidado de quem segura um copo cheio até a borda: qualquer movimento brusco derrama. Quanto tempo dura o luto?, de C.B.J, é assim…
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Capa do romance Memórias de uma mulher morta, de Sandra Godinho. A imagem da capa antecipa em tom onírico o mergulho nas lembranças que o livro oferece: o rosto sereno…
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Rosas de Chumbo (2025), romance híbrido de Daniela Bonafé, é uma obra literária que floresce na aridez dos “anos de chumbo” da ditadura brasileira. Desde o título paradoxal – unindo…
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Juliana Montanari, em sua estreia literária As oito mulheres, apresenta um mosaico de vozes femininas singulares. São oito protagonistas, cada qual “com sua história, seu corpo, seu jeito de resistir”.…
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Publicado em 2025 pela Garoupa Editora, Punk de penacho é um livro de poesia que se destaca por sua força crítica, humor ácido e linguagem híbrida entre a crônica urbana…
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Publicado em 2021 pela Editora Patuá, o livro :Parabólica, de Juliana Abdon, apresenta-se como um gesto poético que também é visual: além dos versos, o livro é atravessado por fotografias…
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Publicado em 2025 pela editora Toma Aí Um Poema, Na Estranha Imagem Entre Nós é um livro de contos que se lê como uma travessia psicológica entre o espelho e…
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Em Soneto, Marcos Roberto dos Santos Amaral revitaliza uma das formas mais antigas da poesia ocidental para produzir algo inteiramente novo. O livro propõe, desde o título, uma tensão entre…
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Publicado em 2024 pela Verlidelas Editora, com incentivo da Lei Paulo Gustavo, o livro Ovos de Jabuti em Latas de Ferro, de Márlon Manossi, é um mergulho inventivo na literatura…
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Concreto Imaginário é um livro que renova a tradição da poesia visual e concreta brasileira, mas com um olhar contemporâneo, afetuoso e sensorial. Surian dos Santos constrói uma obra que…
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“Quero suar seus ossos / raspar o vidro / cortar a língua / no seu assento.” (p. 69) 💥 Uma ode romântica aos trapos, aos vícios e ao amor safado…
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