Resenha crítica — Dentro do vazio a palavra é atômica, de Rafael Lima
“Perante o universo / e suas esfinges invisíveis / resta-me a palavra / aquela que de pequena / parece um filete de átomo dentro do espaço vazio / digo, —…
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“Perante o universo / e suas esfinges invisíveis / resta-me a palavra / aquela que de pequena / parece um filete de átomo dentro do espaço vazio / digo, —…
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“Essa raiva é algo que sempre esteve em mim, herdado do meu pai, talvez de antes de meu pai, talvez do meu avô, talvez de alguém antes dele, alguém que…
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Thereza Monteleone estreia na literatura como quem entra em cena num teatro lotado: com ironia afiada, coragem emocional e o carisma de quem já viveu o suficiente para rir do…
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“Hoje eu acordei intensa / Se é que me entende, nevrálgica / Mulher em atração plena / Fogo em estado ácido”(*Poema “O Hoje” — p. 80) 🌊 Uma poética que…
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Com uma voz que é, ao mesmo tempo, cotidiana e insurgente, Vinicius H. Ferreira estreia na poesia com um livro que desarma pela simplicidade e abala pela profundidade. Em Até…
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“A luta antirracista precisa ser pensada deliberadamente e precisa envolver ações expressivas.”— Norma Diana Hamilton 📚 Poesia como método, resistência como prática Em Pedago-poemas, Norma Diana Hamilton propõe mais do…
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Anna Davison estreia na literatura com uma obra de notável delicadeza, inteligência sensível e força existencial. Escrever de boca aberta é um livro que atravessa a pele — e, ao…
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“Desejo liberdade. / Disciplina / Desejo voo. / Caminho / Desejo fuga. / Música”(Da distração, p. 16) 🍃 Poemas-bússola para uma travessia afetiva Luzia Costa Becker apresenta em Tratadinhos Poéticos…
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“Fui uma menina que não existiu. / Nunca fui uma criança. / Isso vem de berço / minha mãe não foi criança / muito menos a minha avó.”(p. 15) Em…
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Professora de Língua Portuguesa e Literaturas, doutora em Literatura Comparada, Sílvia Barbalho Brito – ou simplesmente Sílvia B – se mostra uma poeta contundente em seu livro de estreia. Com…
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“o poema pinga sangue / e o povo aplaude a primazia das palavras”(*p. 28) Em Fatias de Fome, Aline Monteiro entrega uma obra que não se contenta em existir na…
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RESUMO Charles Baudelaire foi um poeta e teórico da arte francês. É considerado um dos pioneiros do Simbolismo e é reconhecido internacionalmente. A movimento simbolista surgiu em oposição ao Realismo…
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Ao ler Pinte-me de Azul!, lembrei-me de minha costumeira indagação poética: “Para onde vai o sonho/quando acordamos”. Sorrateiramente, os poemas de Gisela Maria Bester indicaram-me o caminho: o sonho navega…
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Por Ná Silva [1] Quando Lara Peter [2], aos quatorze anos, escreveu Oi, Tangerina, não estava apenas registrando palavras, mas criando um universo através delas. Como mãe e artista, acompanhei…
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Entre discos, um acidente de moto e muitas interrogações, Bob Dylan apresentou Tarântula. Voltando de um aniversário, não pude deixar de pensar no número 54. Quase onipresente, ele estava na…
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Se há um Deus neste livro, ele não habita templos. Habita o corpo, a saliva, a saudade, o gozo, a ausência e a caixa torácica. Em Deus do Amor Furioso,…
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Em A Filha das Mães, Giselle Ribeiro nos entrega uma narrativa potente, contada com a sutileza que só a literatura infantil bem-feita consegue carregar. A história, publicada pelo selo TAUPinha…
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Versos pequenos, ideias imensas: o valor poético daquilo que o mundo chama de pouco No título já está o aviso: Mixaria. Gleidston Alis opta por nomear sua obra com uma…
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Há livros que pedem silêncio. Outros exigem voz.E há os que explodem. América Xereca pertence a essa última categoria. Composto como um poema-manifesto, a obra de Eugênia Uniflora — heterônimo…
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América Xereca não se acomoda em nenhuma estética tradicional: explode padrões, rompe versos, se recusa a ser domesticado. Sua forma visual, fragmentada e pulsante, ecoa o grito de uma terra…
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Capa de O nome dela não importa, de Sabrina Dalbelo, com a famosa estatueta paleolítica Mulher de Willendorf em destaque (Capista @iancoski.art). A imagem de uma figura feminina sem rosto…
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América Xereca, livro da poeta Jéssica Iancoski aqui assina com o pseudônimo de Eugênia Uniflora. América Xereca é o pseudônimo de Brasil e é uma ode ao amor por este…
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No âmago das palavras, entre páginas que se abrem como janelas, encontramos o universo íntimo de Márcia da Luz Leal, uma navegadora dos mares das emoções. Em Lacunas da Existência,…
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Em América Xereca, Eugênia Uniflora descobre um continente historicamente explorado, invadido, vilipendiado. Ao deixar essa América Latina sem coberta, exposta, sua poesia relata, denuncia, escancara o ciclo de abusos que…
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