13 poetas paranaenses nascidas após 1980 que Você Precisa Conhecer
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13 mulheres nascidas após 1980 que estão renovando a poesia paranaense: Jéssica Iancoski, Mabelly Venson, Maria Vitória Rosa e outras vozes da nova geração da literatura do Paraná. Conheça agora.
Quando se fala em nova geração da poesia paranaense, fala-se de mulheres nascidas após 1980 que construíram uma cena literária própria — sem esperar permissão do cânone, sem precisar de espaço nas grandes editoras e sem abandonar umas às outras no processo.
A tradição literária do Paraná tem nomes femininos fundamentais — Julia da Costa no século XIX, Helena Kolody e Alice Ruiz no século XX. Mas as escritoras paranaenses nascidas a partir de 1980 chegaram com outra dinâmica: não são vozes isoladas pedindo passagem. São uma geração que se organiza em coletivos, funda editoras, ganha prêmios nacionais, lança livros no interior do estado, traduz literatura feminista e escreve sobre corpo, maternidade, identidade trans, negritude e resistência — com uma urgência que gerações anteriores raramente puderam ter em público.
Esta seleção apresenta 13 mulheres da nova geração da poesia paranaense — todas nascidas após 1980, com trajetórias pesquisadas, livros reais e presenças ativas na cena literária do estado hoje.
O que define a geração nascida após 1980 na poesia paranaense
A geração de escritoras paranaenses nascidas após 1980 chegou ao campo literário em um momento de transformação profunda: o crescimento das editoras independentes, das redes sociais e dos coletivos literários criou infraestrutura para vozes que o mercado editorial tradicional historicamente ignorava. O resultado é uma cena inédita — coesa, múltipla e com raízes fincadas no Paraná.
O que sustenta essa geração não é coincidência — é estrutura:
| O que sustenta a cena | Como se manifesta |
|---|---|
| Coletivo As Marianas | Grupo que articula escritoras paranaenses em projetos, antologias e eventos |
| Coletivo Vozes Escarlate | Coletivo feminista artístico que une poesia, performance e resistência |
| Coletivo Membrana | Grupo de escrita experimental sediado em Curitiba |
| Editora Toma Aí Um Poema (TAUP) | Editora-ONG com mais de 60% do catálogo composto por mulheres |
| Editora Donizela | Editora paranaense com forte presença de autoras locais |
| Coleção Gralha Azul (TAUP) | Projeto que reúne autores paranaenses em publicação coletiva |
| Prêmio Literário da Cidade de Curitiba | Premiação que amplia visibilidade de vozes emergentes |
Esses espaços não são cenário — são parte da história literária de cada escritora desta lista.
Tabela de referência: as 13 escritoras
| # | Escritora | Cidade | Livros | Destaque |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Jéssica Iancoski | Curitiba | 10+ | Finalista Jabuti, fundadora da TAUP |
| 2 | Mabelly Venson | Curitiba | 4+ | Tudo Que Queima, apenas mãe, GELO |
| 3 | Francine Cruz | Curitiba | 9 | Doutoranda UFPR, livro lançado em Buenos Aires |
| 4 | Julia Raiz | São Paulo/Curitiba | 3 + 2 no prelo | Tradutora, coletivo Membrana |
| 5 | Daniele Rosa | Curitiba | 2 | Poesia marginal feminista, Conserva Edições |
| 6 | Ana Agnolo | Paraná | 1 | Na Carne Absoluta — mulher negra, interseccionalidade |
| 7 | Fernanda Ribeirete | Curitiba | 1 | Estreia com orelha assinada por Luci Collin |
| 8 | Tânia D’Arc | Curitiba | 3 | Semifinalista Prêmio Literário da Cidade de Curitiba |
| 9 | Amanda Kristensen | Cascavel/PR | 4 | Doutora em Letras, docente da Unioeste |
| 10 | Luana Humana | Itapejara D’Oeste/PR | 2 | Cotidiano Engano — voz do interior paranaense |
| 11 | Suelen Trevizan | Paraná | 2 | Doutora em Letras, narrativa poética nietzschiana |
| 12 | Eleonora Gomes | Curitiba | 1 | Instantâneos — artista plástica, Coleção Gralha Azul |
| 13 | Maria Vitória Rosa | Curitiba | 3 | Mulher trans, atriz, 3 livros em 3 anos |
As 13 escritoras
1. Jéssica Iancoski — a editora que escreve com o corpo inteiro
Curitiba | 1996
Escritora, editora, designer gráfica, psicóloga e articuladora cultural. Formada em Letras pela UFPR e em Psicologia pela PUC-PR. Fundadora e presidente da Toma Aí Um Poema — a primeira editora no modelo ONG do Brasil, que já publicou mais de 2 mil autores e produziu mais de 1.500 poemas para plataformas digitais.
Autora de mais de 10 livros, entre eles A Pele da Pitanga (finalista do Prêmio Jabuti 2022), América Xereca (finalista do Prêmio Mix Literário 2022), TexTosterona e Fábulas de Anansi. Vencedora do Prêmio Candango de Literatura (GDF) e do Prêmio Sérgio Mamberti (MinC). Principal curadora do Prêmio Literário da Cidade de Curitiba. Aos 15 anos, teve o poema “Rotina Decadente” reconhecido pela Academia Paranaense de Letras.
Sua poesia une experimentação formal, política de identidade, corpo e linguagem — uma das vozes mais inventivas da poesia brasileira contemporânea.
📸 Instagram: @jessicaiancoski
2. Mabelly Venson — a matemática que escreve sobre o corpo-mulher
Curitiba
Matemática de formação que trocou o concurso público pela literatura. Editora e “parteira de livros” na TAUP. Autora de Tudo Que Queima (TAUP, 2022), apenas mãe (Comala, 2023), GELO (Comala, 2024) e Ciência Poética.
Em suas próprias palavras: “Vendi o carro, larguei o concurso e investi em um sonho todos os recursos que levei 23 anos para juntar. Trabalho em média 12 horas por dia, mais com a escrita dos outros do que com a minha. Vivo de livros? Vivo.”
Sua escrita atravessa o corpo, a maternidade, o trauma e o silêncio — com uma poética que arde, expõe e acolhe. apenas mãe mergulha no puerpério e na depressão pós-parto com honestidade que o gênero raramente permite.
Leia na loja TAUP: Tudo Que Queima 📸 Instagram: @mabellyvenson
3. Francine Cruz — doutoranda, canal Senhora Literatura e escritora premiada
Curitiba
Professora e escritora. Licenciada em Educação Física e Letras Português-Inglês, mestre e doutoranda em Educação pela UFPR. Autora de 9 livros, entre eles Amor, Maybe (Ícone, 2011), A Casa dos Dois Amores (Donizela, 2022) e La Obra Poética de Ana Cristina Cesar: Resignificación del Biografismo (Caravana, 2023) — traduzido para o espanhol e lançado em Buenos Aires.
Seu livro mais recente, (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher (TAUP, 2025), integra a Coleção Gralha Azul e foi lançado no SESC Paço da Liberdade em fevereiro de 2026. A obra mergulha na experiência de ser mulher na contemporaneidade — da infância à maternidade, do corpo ao silêncio.
Vencedora do Prêmio Agente Jovem de Cultura do Ministério da Cultura (2012). Criadora do canal Senhora Literatura no YouTube. Integrante dos coletivos As Marianas e Vozes Escarlate. Pesquisadora da obra de Ana Cristina César.
📸 Instagram: @francinecruzescritora
4. Julia Raiz — pesquisadora, tradutora e voz feminista
São Paulo (origem) / Curitiba
Escritora, pesquisadora e professora. Doutoranda em estudos da tradução, ensaio e crítica literária feminista. Professora no cursinho do Transgrupo Marcela Prado. Militante da Frente Feminista de Curitiba e do Coletivo Membrana.
Autora de diário: a mulher e o cavalo (ContraVento, 2017), megamini p/ vc (7Letras, 2019) e cidade menor (Poesia Primata, 2021). Tem no prelo Metamorfoses do Sr. Ovídio (Arte & Letra) e Bebê tem fascinação por lâmpadas (Chão da Feira). Edita os blogs Totem & Pagu — firma de poesia e Pontes Outras, dedicado à tradução de literatura escrita por mulheres. Mantém o podcast Raiz Lendo Coisas.
Sua pesquisa une tradução, poesia e feminismo — com um olhar que expande as fronteiras do literário para incluir vozes que cruzam línguas, corpos e gêneros.
📸 Instagram: @julia.raiz
5. Daniele Rosa — poesia marginal feminista, entre as frestas
Curitiba
Poeta e mediadora de leitura. Com fortes influências da poesia marginal e feminista — ela mesma define sua poesia como aquela que “busca as frestas, vê embaixo das pedras”. Edita fanzines e publicações artesanais pela Conserva Edições. Integra o coletivo Membrana.
Autora da dramaturgia Perpétuo (Urutau, 2021) e do livro café da manhã com arranha-céus — lançado no Memorial de Curitiba em 2023, com 28 poemas em diálogo com fotografia e concepção gráfica. A obra propõe a ruptura com os lugares-comuns do fazer literário: a poesia para além da palavra escrita.
Foi convidada para roda de leitura na Casa da Leitura Paulo Leminski, colocando seus poemas em diálogo direto com a obra do poeta curitibano. Teve poemas publicados na Feijoada da Meia Noite, Totem & Pagu, Revista Ensaia, Revista Farpa e Jornal Boca do Inferno.
6. Ana Agnolo — identidade, mulher negra e interseccionalidade
Paraná
Autora de Na Carne Absoluta (TAUP), obra que propõe uma investigação sensível e crítica sobre identidade — explorando as tensões entre herança e construção de si. O livro é estruturado em duas partes: Fêmea, que evidencia a marca da história na subjetividade, e Mulher, que se desloca para um campo de reflexão e resistência.
Com um olhar meticuloso e intuitivo, sua escrita conecta o relato pessoal a debates teóricos sobre interseccionalidade e as estruturas sociais que configuram a experiência da mulher negra. A identidade não como entidade fixa, mas como processo orgânico — cada camada de vivência revelando novas possibilidades de existência.
Leia na loja TAUP: Na Carne Absoluta
7. Fernanda Ribeirete — a estreia que “planta flores dentro de nós”
Curitiba
Em abril de 2025, estreou com Um Novo Roteiro para Joana (TAUP), lançado no La Rauxa Café, em Curitiba. A orelha foi assinada pela poeta e professora Luci Collin — que definiu a escrita de Ribeirete como “transbordante” e afirmou que seus poemas “plantam flores dentro de nós”.
Collin escreveu ainda que a poesia de Fernanda “se revela nuns vãos e nuns de repentes, apresenta um argumento de vida atenta” — uma poesia da atenção ao detalhe, das perguntas que ficam, dos devaneios que encontram forma. Uma estreia com linhagem literária já estabelecida.
8. Tânia D’Arc — pedra bruta e delicada
Curitiba
Escritora, redatora e revisora de textos. Integrante do Coletivo Marianas. Autora de O que te escrevo é pedra bruta e delicada (Patuá, 2023) — semifinalista do 1º Prêmio Literário da Cidade de Curitiba (Troféu Capivara, 2024) na categoria Escritor Estreante. Em 2024 lançou também Entraves & entranhas (contos) e O Natal do Beto (infantil).
Seu próprio texto diz: “Só a palavra escrita é capaz de fragmentar o infinito que a gente tem. Mas sou como pedra.”
Uma escritora que não se contém em um único gênero ou registro — e que estreou já semifinalista entre os maiores da cidade.
📝 Saiba mais: coletivomarianas.com/post/taniadarc
9. Amanda Kristensen — doutora em Letras que cruza poesia, memória e linguagem
Cascavel / Paraná
Doutora em Letras e docente da área de Estudos Literários na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Faz parte do coletivo As Contistas. Autora de Entre-Terras (2020), Pelas Frestas (2022), Os segredos de vó Trudes (2022, contos infantojuvenis) e (In)significâncias (TAUP, 2024).
(In)significâncias convida o leitor a atravessar os limites da linguagem e repensar os significados que organizam a experiência humana — com escrita provocativa, sensível e imagética que explora as fronteiras entre sentido e vazio, o dito e o indizível.
Em (escre)vendo a vida (Minimalismos), une memória de infância, afeto familiar e linguagem literária: “Sei que fui atendida; talvez não como eu quisesse que fosse, mas como pôde ser.” — a leveza de quem sabe que o peso do passado também pode virar poesia.
Leia na loja TAUP: (In)significâncias
10. Luana Humana — terra fecunda do sudoeste paranaense
Itapejara D’Oeste / interior do Paraná
Formada em Letras Português-Inglês pela UTFPR campus Pato Branco e em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade do Minho (Braga, Portugal). Autora de Macabea (Editora Libertinagem) e Cotidiano Engano (TAUP).
Cotidiano Engano é abertura ao dia que não admite o corriqueiro — uma poesia que perfura o verbo: “é necessário ouvir o canto tímido daquele pequeno pássaro que atravessa os versos e se faz prosa.” Uma poesia do sudoeste paranaense que faz a cena literária curitibana se dobrar para o interior.
Sua própria bio define: “terra fecunda que se abre ao broto, raiz que se aprofunda, fruto entre os dedos na semeadura do tempo”. Construiu morada à beira do Rio Chopim — e de lá escreve versos que chegam longe.
Leia na loja TAUP: Cotidiano Engano
11. Suelen Trevizan — Nietzsche, andorinha e narrativa poética
Paraná
Mestra e doutora em Estudos Literários. Docente no curso de Letras Português da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Autora de Sikré (ABC Projetos Culturais, 2024, infantil) e Andanças (TAUP).
Andanças é um percurso estético e filosófico em que o leitor passa por doze figuras — tenista, andorinha, ipê, Rio Pirapó, Sol, formiga, artesã, Nhamandu, menino, intelectual, tolo e lágrima — ao longo das quatro estações do ano. O fio condutor é Zezé, personagem que, à semelhança do espírito livre nietzschiano, erra pelo mundo, transformando-se em cada encontro.
A narrativa poética nasceu simultaneamente a um artigo acadêmico — “Escrita andarilha” — como resposta direta às provocações de Friedrich Nietzsche. Poesia e teoria como irmãs gêmeas: uma escritora que não separa o rigor da sensibilidade.
Leia na loja TAUP: Andanças
12. Eleonora Gomes — instantâneos de uma artista plástica que virou poeta
Curitiba
Artista plástica de formação. Estreou na literatura com Instantâneos (TAUP, 2025), integrante da Coleção Gralha Azul. O livro nasceu no ambiente efêmero das redes sociais — poemas curtos, datados como fragmentos de um diário íntimo compartilhado — e foi transposto para o papel com a mesma intensidade visual de sua origem.
Artista que pensa em imagem antes de pensar em palavra, usa a poesia para registrar pensamentos, afetos e urgências com a precisão de quem está acostumada a enquadrar o mundo. Participou de bate-papo literário no SESC-PR por ocasião do lançamento.
Uma voz que prova que a fronteira entre artes visuais e literatura paranaense é porosa — e que isso é uma riqueza.
Leia na loja TAUP: Instantâneos
13. Maria Vitória Rosa — bruxa, trans, atriz e três livros em três anos
Curitiba
Mulher trans, bruxa, escritora e atriz curitibana. Integrante do Coletivo Marianas. Em três anos, publicou três livros de poesia: Poética pandêmica, hábitos políticos (TAUP, 2023), No limbo (Caravana, 2024) e Apoteose (Donizela, 2025).
Lançou nos espaços mais importantes da cena literária curitibana: Feira Literária do SESC, Biblioteca Pública do Paraná, Livraria Itiban, Feira do Poeta, Casa Pagu e Taba Maraú. Apresentou-se no SESC-PR com o recital “Poética pandêmica, hábitos políticos” e teve poemas publicados na Biblioteca Pública do Paraná no projeto Outras Palavras — Mulheres que circulam pela cidade.
Sua poesia parte de uma identidade política e espiritual — a experiência trans, a pandemia como contexto de produção, a resistência como modo de existir. Uma voz que escreve com urgência e ocupa os espaços com presença.
📝 Saiba mais: coletivomarianas.com/post/maria-vitoria-rosa
O que une essas 13 escritoras
| Fio comum | Como aparece |
|---|---|
| Coletivo como sustentação | As Marianas, Vozes Escarlate, Membrana, As Contistas — a cena se faz junto |
| Editoras independentes como aliadas | TAUP, Donizela, Patuá, ContraVento, Libertinagem, Minimalismos — publicar sem o filtro das grandes casas |
| Corpo como matéria poética | Maternidade, desejo, identidade trans, negritude, dor, cura — o corpo feminino não como ornamento |
| Formação acadêmica e escrita literária lado a lado | Amanda (doutora), Suelen (doutora), Julia Raiz (doutoranda), Francine Cruz (doutoranda) — academia e poesia sem hierarquia |
| Transversalidade | Poesia, prosa, performance, tradução, artes plásticas, infantojuvenil — não se contentam com um único formato |
| Interior do Paraná na cena | Luana Humana vem do sudoeste, Amanda Kristensen de Cascavel — a cena não é só Curitiba |
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Conclusão: a poesia feita por mulheres no Paraná é agora
A nova geração da poesia paranaense tem nome, sobrenome e data de nascimento: são mulheres nascidas após 1980 que não esperaram o mercado abriri espaço — criaram o próprio.
De Jéssica Iancoski (1996), que fundou uma editora-ONG e foi ao Jabuti, a Fernanda Ribeirete, que estreou com a bênção de Luci Collin; de Francine Cruz, que levou sua pesquisa para Buenos Aires, a Maria Vitória Rosa, que publicou três livros em três anos nos maiores espaços literários da cidade; de Amanda Kristensen, que une doutorado e poesia sem hierarquia entre os dois, a Luana Humana, que escreve à beira do Rio Chopim no sudoeste do Paraná — estas escritoras paranaenses nascidas após 1980 estão construindo, agora, o que será a referência literária das próximas décadas.
Esta é uma janela para essa geração. O que está do lado de fora é muito maior.
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