Poetas Paranaenses: 17 Nomes Essenciais da Literatura do Paraná
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Conheça os maiores poetas paranaenses de todos os tempos: de Paulo Leminski a Helena Kolody, de Julia da Costa a Kandiero. Um guia completo da literatura paranaense e seus escritores mais importantes.
O Paraná é um dos estados com maior diversidade literária do Brasil. Situado entre o Sul industrializado e o Brasil profundo, abriga uma produção poética que carrega tanto a força das raízes quanto o impulso pela inovação. Sua poesia paranaense transita entre o clássico e o experimental, o interior e o urbano, o popular e o erudito — e é berço de nomes fundamentais para a história da poesia nacional.
De Julia da Costa, no século XIX, a vozes contemporâneas como Jéssica Iancoski e Estrela Leminski, passando por Paulo Leminski, Helena Kolody e Emiliano Perneta, a literatura paranaense é uma das mais ricas e plurais do país.
Neste guia reunimos 17 poetas paranaenses essenciais — com tabela de referência rápida, perfis detalhados, contexto histórico e uma seleção de famosos paranaenses que colocaram o Paraná no mapa da literatura brasileira.
Por que o Paraná produziu tantos poetas importantes?
| Fator | Como influenciou a literatura paranaense |
|---|---|
| Diversidade étnica | Imigração ucraniana, alemã, italiana, japonesa e sírio-libanesa criou uma literatura multicultural única |
| Curitiba como polo cultural | A capital se tornou centro de editoras, academias de letras, saraus e grupos literários desde o século XIX |
| Presença indígena | Povos Guarani e outros contribuíram com a oralidade e a poesia bilíngue |
| Tradição de academias | A Academia Paranaense de Letras (fundada em 1936) e o Centro de Letras do Paraná consolidaram a cena literária |
| Cena independente contemporânea | Editoras como a TAUP, coletivos e slams criaram uma nova geração de poetas periféricos e experimentais |
Referência rápida: os 17 poetas paranaenses
| # | Poeta | Período | Destaque principal |
|---|---|---|---|
| 1 | Paulo Leminski | 1944–1989 | O maior poeta paranaense do século XX |
| 2 | Alice Ruiz | 1946– | Referência nacional do haicai em português |
| 3 | Luci Collin | 1958– | Prêmio Jabuti e Prêmio Clarice Lispector |
| 4 | Helena Kolody | 1912–2004 | Primeira mulher a publicar haicais no Brasil |
| 5 | Jéssica Iancoski | 1996– | Finalista Jabuti, fundadora da TAUP |
| 6 | Mabelly Venson | — | Voz da poesia do corpo-mulher contemporânea |
| 7 | Julia da Costa | 1844–1911 | Primeira mulher paranaense a publicar poesia |
| 8 | Emiliano Perneta | 1866–1921 | “Príncipe dos Poetas Paranaenses” — Simbolismo |
| 9 | Adélia Wolner | 1940– | Academia Paranaense de Letras |
| 10 | Assionara Souza | 1969–2021 | Prosa poética e literatura de mulheres |
| 11 | Emílio de Menezes | 1867–1918 | Acadêmico Brasileiro de Letras, poeta satírico |
| 12 | Olívio Jekupé | 1963– | Pioneiro da literatura indígena Guarani |
| 13 | Gloria Kirinus | — | Poesia bilíngue e literatura infantojuvenil |
| 14 | Kandiero | — | Voz da literatura negra e periférica de Curitiba |
| 15 | Laura Santos | 1919–? | Primeira mulher negra na Academia de Letras do PR |
| 16 | Andreia Gavita | 1973– | Editora e poeta da cena independente |
| 17 | Estrela Leminski | — | Performer e poeta da geração contemporânea |
Famosos paranaenses nas letras — contexto histórico
O Paraná é o estado brasileiro com uma das cenas literárias mais ativas fora do eixo Rio-São Paulo. Além dos poetas paranaenses desta lista, o estado é reconhecido por:
| Campo | Nomes famosos paranaenses |
|---|---|
| Poesia | Paulo Leminski, Alice Ruiz, Helena Kolody, Emiliano Perneta |
| Ficção | Dalton Trevisan, Domingos Pellegrini, Valêncio Xavier |
| Literatura infantojuvenil | Gloria Kirinus, Olívio Jekupé |
| Música e letrismo | Paulo Leminski, Alice Ruiz |
| Literatura independente | Jéssica Iancoski, Kandiero, Mabelly Venson |
Para entender a literatura paranaense no contexto nacional, leia nosso post sobre 12 escritores paranaenses para conhecer.
Os 17 poetas paranaenses — perfis completos
1. Paulo Leminski — o maior poeta paranaense do século XX
Período: 1944–1989 | Cidade: Curitiba
Um dos grandes nomes da literatura brasileira do século XX. Poeta, ensaísta, romancista, tradutor, compositor, publicitário e professor — era também faixa-preta de judô. Sua obra é profundamente influenciada pelo concretismo e pela poesia japonesa (especialmente Matsuo Bashō), marcada por poemas breves, haicais, trocadilhos, gírias e humor irreverente.
Publicou coleções emblemáticas como Caprichos e Relaxos (1983) e Distraídos Venceremos (1987). No campo da prosa, destacou-se com o romance experimental Catatau (1975). Como tradutor, trouxe ao português Joyce, Beckett, Jarry, Mishima e John Lennon. Compôs letras para Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Gilberto Gil.
Por que ler: sua linguagem inventiva, síntese formal e fusão entre erudito e coloquial romperam fronteiras e influenciaram gerações inteiras de poetas brasileiros.
Poema icônico:
Errar é humano Mas errar sozinho É solidão
2. Alice Ruiz — a mestra do haicai em língua portuguesa
Período: 1946– | Cidade: Curitiba
Poeta, haicaísta, publicitária, letrista e tradutora. Consolidou-se como referência do haicai em língua portuguesa desde os anos 1980. Publicou mais de 20 obras, entre elas Navalhanaliga (1980), Desorientais (1996) e Dois em Um (2008), escrito com Paulo Leminski.
Prêmios: Jabuti de Poesia em 1989 (Vice Versos) e em 2009 (Dois em Um).
Escreve também letras de música para Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan e Adriana Calcanhoto. Sua poesia combina delicadeza, crítica, erotismo e espiritualidade.
Por que ler: domínio absoluto da forma breve — cada haicai carrega mundos em três linhas.
3. Luci Collin — a linguagem no limite
Período: 1958– | Cidade: Curitiba
Poeta, ficcionista, tradutora e professora aposentada da UFPR. Autora de Estarrecer (1984), O tempo em estado sólido, Apropriações de uma máquina de escrever e A palavra algo.
Prêmios: Jabuti de Poesia e Prêmio Clarice Lispector – Biblioteca Nacional (2022, com Dedos impermitidos). Finalista do Oceanos.
Como tradutora, levou ao português E. E. Cummings, Gertrude Stein e Seamus Heaney. Ocupa a Cadeira 32 da Academia Paranaense de Letras.
Por que ler: explora os limites da linguagem e a sonoridade do texto com rigor e sensibilidade raros.
4. Helena Kolody — a pioneira do haicai no Brasil
Período: 1912–2004 | Cidade: Curitiba
Filha de imigrantes ucranianos. Em 1941, com Paisagem Interior, tornou-se a primeira mulher a publicar haicais no Brasil. Ao longo de décadas, publicou mais de 15 livros, entre eles Infinito Presente e Revoada.
Reconhecida pela Academia Paranaense de Letras e pela comunidade nipônica como “haicaísta”, sua escrita é marcada por linguagem econômica, introspecção e espiritualidade.
Por que ler: abriu o caminho do haicai em língua portuguesa e valorizou o olhar feminino na poesia do século XX.
5. Jéssica Iancoski — poeta, editora e fundadora da TAUP
Período: 1996– | Cidade: Curitiba
Poeta, editora, artista visual e fundadora da ONG-Editora Toma Aí Um Poema — a primeira editora no modelo ONG do Brasil. Finalista do Prêmio Jabuti de Poesia e vencedora do Prêmio Candango de Literatura. Publicou obras como América Xereca, A Pele da Pitanga e Fábulas de Anansi.
Sua escrita aborda identidade, corpo, território, gênero e linguagem, articulando experimentação estética e engajamento político. Curadora do Prêmio Literário da Cidade de Curitiba.
Por que ler: uma das vozes mais inventivas da poesia brasileira contemporânea — e uma transformadora do mercado editorial.
6. Mabelly Venson — o corpo-mulher como poesia
Cidade: Curitiba / Rio Grande do Sul
Escritora e editora na Toma Aí Um Poema. Publicou Tudo Que Queima, apenas mãe e GELO — obras que exploram as complexidades de ser mulher com uma intensidade poética rara. Conhecida como “parteira de livros” por sua atuação editorial junto a novos autores.
Por que ler: uma das vozes mais potentes sobre maternidade, desejo e corpo feminino na poesia contemporânea do Paraná.
7. Julia da Costa — a pioneira do século XIX
Período: 1844–1911 | Origem: Paraná / Santa Catarina
A primeira mulher paranaense a publicar um livro de poesia. Lançou Flores Dispersas em 1867, contribuindo com poemas, crônicas e artigos em jornais e revistas do século XIX. Sua poesia, marcada pelo romantismo europeu, aborda melancolia, saudade, amor, natureza e afirmação feminina em uma sociedade patriarcal.
Por que ler: um ato de justiça histórica — sua coragem abriu caminhos para todas as poetas que vieram depois.
8. Emiliano Perneta — o “Príncipe dos Poetas Paranaenses”
Período: 1866–1921 | Cidade: Curitiba
Advogado, poeta, professor, jornalista e um dos principais introdutores do Simbolismo no Brasil. Fundou a Folha Literária e colaborou com grandes jornais. Sua obra — especialmente Ilusão (1911) — consolidou seu título de “Príncipe dos Poetas Paranaenses”. Presidiu o Centro de Letras do Paraná entre 1913 e 1918, contribuindo decisivamente para a vida literária de Curitiba.
Por que ler: o grande nome do simbolismo paranaense — uma poesia musical, refinada e espiritualista.
9. Adélia Maria Wolner — acadêmica e voz reflexiva
Período: 1940– | Cidade: Curitiba
Escritora, poeta, advogada e professora universitária. Membro da Academia Paranaense de Letras (cadeira 15). Presidiu o Centro de Letras do Paraná (1997–1999). Autora de Avesso Meu (1990), Infinite in Me (1997) e Luzes no Espelho (2008) — poesia de memória, sensibilidade feminina e cotidiano.
Por que ler: sua contribuição foi decisiva para fortalecer a poesia contemporânea no Paraná, especialmente a voz feminina.
10. Assionara Souza — prosa poética e resistência feminina
Período: 1969–2021 | Cidade: Curitiba
Escritora, contista, poeta, dramaturga e pesquisadora em Estudos Literários (UFPR). Publicou Alquimista na Chuva (2017) e a obra póstuma Instruções para morder a palavra pássaro (2022). Sua escrita, permeada por textos reflexivos e líricos, transitou entre prosa poética, contos e teatro.
Por que ler: referência para a produção literária contemporânea de mulheres no Paraná.
11. Emílio de Menezes — o satírico que foi à ABL
Período: 1867–1918 | Cidade: Curitiba / Rio de Janeiro
Jornalista, cronista, sonetista e poeta parnasiano célebre por sua sátira mordaz. Eleito para a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras em 1914 — nunca empossado porque recusou alterar seu discurso inaugural, considerado excessivamente crítico. Comparado a Gregório de Matos pela mordacidade.
Por que ler: ajudou a colocar o Paraná no circuito literário nacional, mantendo viva sua herança paranaense no coração do Rio de Janeiro.
12. Olívio Jekupé — a voz Guarani na literatura brasileira
Período: 1963– | Região: Araquari (PR) / aldeias Guarani (SP)
Poeta, contista, professor e ativista indígena da etnia Guarani. Escreve em português e guarani, dando voz à cultura indígena, ancestralidade e luta pelo direito à terra. Autor de A mulher que virou Urutau (2011) e O presente de Jaxy Jatere (2017), ambos bilíngues.
Por que ler: pioneiro da literatura indígena contemporânea — sua obra circula em escolas e universidades de todo o Brasil.
Para mais poetas indígenas, leia nosso post sobre 40 poetas indígenas da literatura brasileira.
13. Gloria Kirinus — poesia bilíngue e infância
Cidade: Curitiba
Poeta, ensaísta, tradutora e professora universitária. Formada em Letras na UFPR, com doutorado pela USP e pós-doutorado em Paris. Sua obra bilíngue (português e espanhol) abrange literatura infantojuvenil, poesia lírica e livros teóricos. Criou a oficina “Lavra-Palavra” de criação lírica.
Por que ler: contribuição significativa para a literatura latino-americana e para a formação de leitores de poesia desde a infância.
14. Kandiero — a literatura negra e periférica de Curitiba
Cidade: Curitiba
Poeta, educador, performer e produtor cultural da periferia de Curitiba. Voz ativa da literatura negra no Paraná — articula saraus, slams e projetos comunitários de poesia oral, ancestralidade afro-brasileira e resistência. Lançou Curitiba me lembra Palmares (Humaitá, 2024). Idealizador do Centro Cultural Humaitá.
Por que ler: fortalece o movimento de literatura marginal e periférica no sul do Brasil com uma voz urgente e enraizada.
15. Laura Santos — a pioneira negra apagada pelo tempo
Período: 1919–? | Cidade: Curitiba
Uma das raras poetas negras atuantes em Curitiba na primeira metade do século XX. Formada no magistério, escrevia desde jovem e estreou em 1937. Publicou Sangue Tropical, Poemas da Noite e Desejo, desenvolvendo uma escrita simbolista marcada pelo corpo, amor e erotismo. Foi uma das fundadoras da Academia José de Alencar e uma das primeiras mulheres negras a integrar a vida literária formal de Curitiba — contemporânea de Helena Kolody.
Esta inclusão na lista foi resultado direto dos comentários de leitores que apontaram sua ausência — um ato de justiça histórica e literária.
Por que ler: sua trajetória historicamente invisibilizada é parte essencial da literatura paranaense.
16. Andreia Gavita — a poeta da cena independente
Período: 1973– | Cidade: Ponta Grossa / Curitiba
Poeta paranaense com sete livros de poesia publicados. Iniciou sua trajetória a partir de publicações em blog, o que a levou a publicar seu primeiro livro pela Editora Lumme. Atua como editora da Editora Donizela, integrante do GREI e coordenadora do Coletivo Marianas.
Por que ler: articula escrita poética, edição independente e circulação cultural contemporânea de forma exemplar.
17. Estrela Leminski — performance e poesia contemporânea
Cidade: Curitiba
Poeta, musicista e performer curitibana. Filha do poeta Paulo Leminski, construiu uma trajetória própria, recusando o lugar de herança fácil para afirmar uma voz autoral singular — atravessada por lirismo, ironia e forte presença cênica. Explora o corpo e a voz como extensões do poema.
Por que ler: uma das figuras mais inventivas da cena cultural paranaense atual — amplia os limites entre literatura, música e arte ao vivo.
A literatura paranaense por período histórico
| Período | Movimento / Contexto | Poetas de referência |
|---|---|---|
| Séc. XIX | Romantismo, primeiros jornais literários | Julia da Costa, Emiliano Perneta |
| Virada séc. XIX–XX | Simbolismo, parnasianismo, Belle Époque | Emiliano Perneta, Emílio de Menezes |
| Séc. XX — 1ª metade | Modernismo, academias de letras | Helena Kolody, Laura Santos |
| Séc. XX — 2ª metade | Concretismo, contracultura | Paulo Leminski, Alice Ruiz |
| Anos 1980–2000 | Poesia experimental, universidades | Luci Collin, Assionara Souza, Gloria Kirinus |
| Séc. XXI | Literatura periférica, editoras independentes, redes sociais | Jéssica Iancoski, Kandiero, Mabelly Venson |
Esta lista tem ausências — e isso é parte dela
Toda lista de “maiores” nasce de recortes, escolhas e limites. Nos comentários deste post, leitores apontaram nomes importantes que enriqueceram e ampliaram a seleção original — especialmente Laura Santos e Andreia Gavita, incluídas após o debate.
Outros nomes citados por comentadores que merecem atenção:
- Marcos Prado — poeta dos anos 1990, presente em coletâneas internacionais
- Grupos como a Sala 17, a publicação OSS e o coletivo Encontrovérsia
- Autores da tradição oral do interior do Paraná
A lista é um convite — não um veredito. Se você conhece um poeta paranaense que deveria estar aqui, deixe nos comentários.
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Conclusão: a poesia paranaense é plural — e está viva
A grandeza da poesia paranaense está em sua pluralidade. Do haicai silencioso de Helena Kolody ao slam urgente de Kandiero, da vanguarda de Paulo Leminski à experimentação de Luci Collin, da voz pioneira de Julia da Costa à audácia de Jéssica Iancoski — o Paraná produz uma literatura que não se encerra em si mesma, mas conversa com o Brasil inteiro.
Esses poetas paranaenses — e tantos outros que esta lista não conseguiu alcançar — são a prova de que a literatura paranaense é um dos territórios mais ricos e menos explorados da cultura nacional. Explore, leia, descubra.
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André Fábio de Souza
diz:Toda lista de “maiores” tem seus problemas rsrssr. Eu não concordo com alguns desses nomes e acho que faltaram representantes de grupos poéticos importantes como os da Sala 17, da publicação OSS e do grupo Encontrovérsia. Para mim, o maior poeta paranaense dos anos 1990 foi Marcos Prado (que está em coletâneas internacionais) e eu nunca o deixaria de fora de uma lista de os “maiores” rsrsr. Mas, parabéns pela iniciativa. É sempre bom fazer essa reflexão.
Toma Aí Um Poema
diz:André, obrigada pela leitura atenta e pelo comentário tão cuidadoso. Toda lista é, de fato, um gesto inevitavelmente incompleto — mais um convite à reflexão do que um veredito. Você traz referências muito importantes, tanto de grupos quanto de nomes fundamentais para a cena poética paranaense, e isso enriquece muito a conversa. A ideia foi justamente essa: provocar memória, debate e circulação de nomes. Fico feliz que o texto tenha aberto esse espaço. Obrigada por compartilhar seu olhar e ampliar o campo da discussão.
Lucilene
diz:Estranho não estar nessa lista Laura Santos, uma das fundadoras da Academia José de Alencar , que ocupou a cadeira patrocinada pela não menos ilustre Julia da Costa. Quem fez essa lista?
Toma Aí Um Poema
diz:Lucilene, obrigada pelo comentário e pela lembrança de uma trajetória tão relevante. A lista a partir de um recorte específico e inevitavelmente limitado — como toda lista. Ela não pretende dar conta de toda a complexidade da poesia paranaense, nem excluir nomes fundamentais, mas provocar reflexão e debate. Laura Santos, assim como Julia da Costa e tantas outras figuras importantes, têm contribuições incontornáveis para a nossa história literária. A conversa que se abre a partir dessas ausências também faz parte do gesto crítico. Obrigada por ampliar o diálogo.
Maureen Lizabeth dos Reis
diz:Faltou diversidade nessa lista, A pérola negra Laura Santos, não podemos mais invisibilizar essa poeta, contemporânea de Helena Kolody que foi uma das sócias fundadoras da academia paranaense de letras. Estou falando do início do século 20
Toma Aí Um Poema
diz:Maureen, obrigada pelo comentário e pelo apontamento importante. A questão da diversidade — especialmente quando falamos de início do século 20 — é central e necessária. Laura Santos teve, sim, uma atuação relevante e sua lembrança ajuda a tensionar os silêncios e apagamentos históricos que atravessam a nossa literatura. A lista parte de um recorte específico e não dá conta de todas as trajetórias fundamentais, mas comentários como o seu ampliam o debate e contribuem para uma leitura mais crítica do nosso cânone. Obrigada por trazer essa perspectiva e fortalecer a discussão.
Wilson
diz:Como a porta negra Laura Santos não está presente nessa lista? A primeira mulher negra a fazer parte da Academia de Letras do Paraná.
Toma Aí Um Poema
diz:Wilson, obrigada pelo comentário e pelo apontamento tão importante. Laura Santos tem, sem dúvida, uma trajetória histórica relevante, inclusive por ter sido a primeira mulher negra a integrar a Academia de Letras do Paraná. A lista apresentada parte de um recorte específico e limitado — como toda lista — e não pretende esgotar nem hierarquizar de forma definitiva a poesia paranaense. As ausências também revelam os silêncios e disputas que atravessam o nosso cânone literário. Comentários como o seu ajudam a ampliar o debate e a manter viva essa discussão necessária. Obrigada por contribuir.
Wilson Roberto do Amaral
diz:Laura Santos com certeza merecia estar nessa lista. Mulher negra, muito a frente do seu tempo. Amiga de Helena Kolody, faziam parte da Academia de Letras do Paraná.
Toma Aí Um Poema
diz:Wilson, obrigada pelo comentário e pela lembrança tão importante. A partir das contribuições e apontamentos feitos nos comentários, a lista foi revista e atualizada para incluir Laura Santos, reconhecendo sua trajetória fundamental e sua importância histórica. Esses diálogos são essenciais para ampliar o olhar e construir leituras mais justas da nossa literatura. Obrigada por participar desse processo.
Claimarilu
diz:Lamentável que tenham deixado fora da lista, Laura dos Santos, primeira poeta negra de Curitiba a fazer parte da academia de letras ao lado de Helena Kolody.
Toma Aí Um Poema
diz:Claimarilu, obrigada pelo comentário e pelo apontamento atento. A partir das contribuições feitas nos comentários, a lista foi revista e atualizada para incluir Laura Santos, reconhecendo sua importância histórica como poeta negra e integrante da Academia de Letras ao lado de Helena Kolody. Esses diálogos são fundamentais para ampliar e qualificar a leitura do nosso cânone literário. Obrigada por participar dessa construção.
Susan Blum
diz:Conhecem os poemas de Andreia Gavita? Fenomenais.
Toma Aí Um Poema
diz:Susan, obrigada pelo comentário e pela sugestão. A lista foi revisada a partir das contribuições feitas nos comentários, e incluímos Andreia Gavita, reconhecendo a força e a relevância de sua produção poética. Agradecemos muito por ampliar a conversa e contribuir para esse olhar coletivo sobre a poesia paranaense.