Prêmio Camões pode anunciar resultado nesta quinta-feira
Premiação é a mais importante da língua portuguesa. Vencedor(a) levará 100 mil euros.
A edição de 2026 do Prêmio Camões de Literatura — o mais importante da língua portuguesa — pode ter seu resultado anunciado nesta quinta-feira (02/07). A reunião virtual do júri terá início às 10h30 e, caso os jurados cheguem a um consenso, o(a) vencedor(a) será conhecido(a) na mesma data. A premiação, no valor de 100 mil euros, é concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) — entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) — e do Governo de Portugal.
Os jurados nesta edição serão:
- Professor José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra — Portugal)
- Professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa — Portugal)
- Professora e pesquisadora Lucia Santaella (PUC-SP — Brasil)
- Professor, jornalista, historiador e doutor em Letras José Ribamar Bessa Freire (Brasil)
- Escritor e crítico literário Lopito Feijó (Angola)
- Escritora, poeta, professora universitária e pesquisadora Odete Semedo (Guiné-Bissau)
Sobre o Prêmio Camões
O Prêmio Camões foi instituído pelos Governos do Brasil e de Portugal em 1988, com o objetivo de estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa — o poeta português Luís Vaz de Camões —, o prêmio é atribuído aos autores, pelo conjunto da obra, que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. A primeira edição ocorreu em 1989.
O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP — Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato dos jurados é de dois anos.
O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de Estado do Brasil e de Portugal. Entre os 36 vencedores, encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde).
Todos os vencedores do Prêmio Camões, por ordem cronológica
- Miguel Torga (Portugal)
- João Cabral de Mello Neto (Brasil)
- José Craveirinha (Moçambique)
- Vergílio Ferreira (Portugal)
- Rachel de Queiroz (Brasil)
- Jorge Amado (Brasil)
- José Saramago (Portugal)
- Eduardo Lourenço (Portugal)
- Pepetela (Angola)
- António Cândido (Brasil)
- Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal)
- Autran Dourado (Brasil)
- Eugénio de Andrade (Portugal)
- Maria Velho da Costa (Portugal)
- Rubem Fonseca (Brasil)
- Agustina Bessa-Luís (Portugal)
- Lygia Fagundes Telles (Brasil)
- Luandino Vieira — recusado (Angola)
- António Lobo Antunes (Portugal)
- João Ubaldo Ribeiro (Brasil)
- Arménio Vieira (Cabo Verde)
- Ferreira Gullar (Brasil)
- Manuel António Pina (Portugal)
- Dalton Trevisan (Brasil)
- Mia Couto (Moçambique)
- Alberto da Costa e Silva (Brasil)
- Hélia Correia (Portugal)
- Radouan Nassar (Brasil)
- Manuel Alegre (Portugal)
- Germano Almeida (Cabo Verde)
- Chico Buarque (Brasil)
- Vítor de Aguiar e Silva (Portugal)
- Paulina Chiziane (Moçambique)
- Silviano Santiago (Brasil)
- João Barrento (Portugal)
- Adélia Prado (Brasil)
- Ana Paula Tavares (Angola)
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