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Quantos exemplares imprimir em uma tiragem inicial?

Definir quantos exemplares imprimir na primeira tiragem é uma das decisões mais estratégicas (e mais angustiantes) da publicação independente. Porque não é só uma conta de gráfica: é uma decisão que mexe com dinheiro, espaço físico, logística, ansiedade de lançamento e, principalmente, com a expectativa de que o livro “precisa” nascer grande para ser levado […]
Leia mais »Melhores Capas 2025: análise crítica da capa de As oito mulheres, de Juliana Montanari (capista Jéssica Iancoski)

Para uma lista de Melhores Capas 2025, a capa de As oito mulheres entra como aquelas soluções que são, ao mesmo tempo, diretas e cheias de camada: um fundo amarelo chapado, luminoso e quase “solar”, sustenta um corte gráfico de silhuetas femininas em preto, com rostos em cor quente (um laranja terroso) — e um […]
Leia mais »Tempo que envelhece sem querer, de Cecília Guimarães — poesia em três movimentos para atravessar o mundo e voltar para si

Há livros que não nascem de uma ideia, mas de um período. Tempo que envelhece sem querer, de Cecília Guimarães, carrega essa marca: é poesia escrita como quem atravessa décadas, atravessa uma pandemia, atravessa a própria casa — e, no meio do caminho, percebe que o tempo não é só medida: é personagem. Um personagem […]
Leia mais »Como revisar um poema sem perder sua essência?

Revisar um poema é uma das tarefas mais delicadas da escrita. Diferente da prosa funcional ou de textos informativos, o poema vive de ritmo, silêncio, quebra, respiração e escolha precisa — muitas vezes intuitiva — das palavras. Por isso, a pergunta é legítima e recorrente: como revisar um poema sem apagar justamente aquilo que o […]
Leia mais »Melhores Capas 2025: análise crítica da capa de A dança áspera das raízes, de Bárbara Mançanares (capista Jéssica Iancoski)

A capa de A dança áspera das raízes, de Bárbara Mançanares, trabalha com uma solução que é ao mesmo tempo direta e cheia de ressonâncias: ela transforma o próprio título em imagem — e faz isso sem depender de ilustração “extra”, porque o desenho das raízes nasce do texto como continuação inevitável do que foi […]
Leia mais »Quando a primeira capa não é aprovada: por que isso acontece (e como transformar em um processo artístico coletivo)

Em algum momento do caminho editorial, muita gente vive a mesma cena: chega a primeira proposta de capa… e algo não encaixa. Não é falta de qualidade. Não é ingratidão. Não é “exigência demais”. Muitas vezes, é só a verdade mais simples do livro: a capa ainda não encontrou o tom certo. E isso faz […]
Leia mais »Uçá, de Aline Monteiro: poesia salobra, corpo-território e a coragem de transbordar

Há livros que chegam como paisagem. Uçá, de Aline Monteiro, chega como maré: não “entra” na leitura — invade. É um livro que respira no ritmo do vai e vem, e faz do corpo um litoral móvel: ora carapaça, ora carne exposta; ora mangue, ora cidade; ora água que acalanta, ora água que arrasta. Uça […]
Leia mais »Projetos culturais de publicação de livros: como não se perder em TECs, cronograma e relatório (com checklist)

Quem já executou projeto cultural de publicação de livro sabe: a parte mais difícil nem sempre é escrever o projeto — é executar sem virar refém do Termo de Execução Cultural (TEC), do cronograma e do relatório final. E isso é especialmente verdadeiro em editais ligados à PNAB, porque a regra do jogo costuma ser […]
Leia mais »Escrever com tema definido ou deixar fluir?

Essa é uma das dúvidas mais comuns — e mais bonitas — de quem escreve: é melhor começar com um tema claro, quase como um eixo, ou sentar e deixar o texto acontecer, sem mapa, sem destino? A resposta, como quase tudo na literatura, não é “um ou outro”. É entender o que cada modo […]
Leia mais »Livro na gráfica: o que acontece no pátio gráfico e quais são as etapas até o seu exemplar nascer

Quando a gente diz “o livro está na gráfica”, parece uma frase simples — mas ela carrega um universo inteiro de máquinas, checagens e mãos cuidadosas trabalhando para transformar arquivo em objeto. Para quem escreve, essa costuma ser uma das fases mais ansiosas e bonitas do processo editorial. Porque o livro já não é mais […]
Leia mais »Aprovação do arquivo preparado: o que acontece depois e como funciona a criação gráfica do seu livro (diagramação + capa)

Receber a confirmação de “arquivo preparado aprovado” é um marco enorme no processo editorial. É quando o texto deixa de estar na fase de organização e refinamento e passa a estar pronto para ganhar forma visual. A partir daqui, seu livro entra em uma etapa que mistura técnica e arte: a criação gráfica. Se você […]
Leia mais »Você não está sozinhe na pré-venda: um lembrete carinhoso no meio do caminho 💛

Tem fases da escrita que são silenciosas. Você e o texto, um acordo íntimo: palavra por palavra, como quem acende uma luz pequena em um quarto grande. E tem fases do livro que são barulhentas — não porque fazem festa o tempo todo, mas porque pedem presença. Pedem energia. Pedem repetição. Pedem que a gente […]
Leia mais »Melhores Capas 2025: análise da capa de As Crianças, de Luiz Felipe Leprevost (capista Jéssica Iancoski)

Entre as Melhores Capas 2025 destaca-se a do livro As Crianças, de Luiz Felipe Leprevost, assinada pela capista Jéssica Iancoski. O impacto visual é imediato: um fundo azul profundo contrasta com letras brancas do título, que parecem derreter-se em finos filetes. Essa combinação simples mas poderosa capta logo de cara a atmosfera poética da obra, […]
Leia mais »Quanto tempo dura o luto?, de C.B.J — um livro pequeno que abre um espaço enorme para o amor que fica

Há histórias que parecem escritas com o cuidado de quem segura um copo cheio até a borda: qualquer movimento brusco derrama. Quanto tempo dura o luto?, de C.B.J, é assim — um livro delicado, íntimo, e ao mesmo tempo muito amplo, porque entende que luto não é só tristeza: é também memória, presença, transformação, e […]
Leia mais »Como conseguir resenhas literárias honestas sem pagar por isso?

Conseguir resenhas literárias é um dos maiores desejos de quem publica um livro — especialmente para autoras e autores independentes. A pergunta aparece o tempo todo: como fazer meu livro circular, ser lido e comentado com seriedade, sem precisar pagar por isso? A resposta não é imediata, nem simples, mas existe. E passa menos por […]
Leia mais »Memórias de uma Mulher Morta, de Sandra Godinho

Capa do romance Memórias de uma mulher morta, de Sandra Godinho. A imagem da capa antecipa em tom onírico o mergulho nas lembranças que o livro oferece: o rosto sereno de uma mulher submersa em tons de azul sugere a profundidade da memória e o limiar tênue entre vida e morte. Assim é a narrativa […]
Leia mais »Rosas de Chumbo: Memória, Vozes e Resistência

Rosas de Chumbo (2025), romance híbrido de Daniela Bonafé, é uma obra literária que floresce na aridez dos “anos de chumbo” da ditadura brasileira. Desde o título paradoxal – unindo a delicadeza das rosas ao peso letal do chumbo – o livro anuncia seu propósito: resgatar do esquecimento vidas soterradas pela violência estatal e transformá-las […]
Leia mais »Guia PNAB para literatura em 2026: como ler edital, montar plano de trabalho e evitar erros comuns

A PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura) virou, na prática, uma das portas mais importantes para viabilizar projetos literários no Brasil — especialmente para quem publica e circula poesia fora do circuito tradicional. Em 2026, o cenário continua exigindo o mesmo “combo” que decide muita inscrição: ler edital com lupa + escrever […]
Leia mais »As oito mulheres de Juliana Montanari: Complexidade Feminina e Saúde Mental em Retrato Sensível

Juliana Montanari, em sua estreia literária As oito mulheres, apresenta um mosaico de vozes femininas singulares. São oito protagonistas, cada qual “com sua história, seu corpo, seu jeito de resistir”. Uma delas “vive entre lembranças que se apagam; outra carrega a dor de ser chamada de louca”, e há também “quem ame demais, quem grite […]
Leia mais »A Ilusão da Qualidade Literária Como Censura Branca

Sempre que uma obra de uma autora negra, indígena, trans ou periférica tenta furar o cerco do mercado editorial, alguém aparece com o argumento da “qualidade literária”. É a cartada final. O parecer técnico que mascara o preconceito. A desculpa polida que legitima o silenciamento. Mas a verdade é que, muitas vezes, o discurso da […]
Leia mais »O Livro Não Pode Ser Apenas um Produto

Nos últimos anos, tenho visto o livro ser tratado cada vez mais como mercadoria.É capa chamativa, algoritmo, estoque, planilha, palete.É código de barras, demanda, pitch de venda, escassez fabricada.E eu não estou aqui para negar o aspecto material da publicação — sei o quanto custa imprimir, diagramar, distribuir. Mas preciso dizer com todas as letras: […]
Leia mais »Black Friday da Poesia: O Que Dizem os Poetas Independentes?

Final de novembro. O feed é tomado por eletrônicos em promoção, tênis com “80% OFF” e panelas parceladas em 12x sem juros. No meio desse caos comercial, uma voz surge, meio tímida, meio debochada: “livro de poesia também entra na Black Friday, viu?”. Sim, meus versos estão em oferta. Mas não se engane: não é […]
Leia mais »Concreto Imaginário e a Poesia Concreta Brasileira Contemporânea

A poesia concreta ganhou força no Brasil em meados dos anos 1950, liderada pelo trio paulistano Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Esses poetas propunham uma ruptura radical com a poesia tradicional, buscando novas formas de expressão que valorizassem os aspectos visuais e sonoros das palavras em vez do verso linear convencional. […]
Leia mais »Resenha do Livro Punk de penacho, de J. C. Pacheco

Publicado em 2025 pela Garoupa Editora, Punk de penacho é um livro de poesia que se destaca por sua força crítica, humor ácido e linguagem híbrida entre a crônica urbana e o manifesto existencial. J. C. Pacheco constrói uma obra que é, ao mesmo tempo, uma narrativa de si e uma radiografia do mundo contemporâneo, […]
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