Tem fases da escrita que são silenciosas. Você e o texto, um acordo íntimo: palavra por palavra, como quem acende uma luz pequena em um quarto grande.
E tem fases do livro que são barulhentas — não porque fazem festa o tempo todo, mas porque pedem presença. Pedem energia. Pedem repetição. Pedem que a gente apareça. A pré-venda é uma dessas fases.
Se você está no meio da campanha agora, a gente queria deixar um recado simples (e necessário):
é normal sentir coisas difíceis.]

A pré-venda não mede o seu talento
Em algum momento, muita gente confunde as duas coisas: desempenho de campanha e valor de obra.
Mas campanha é maré. É contexto. É algoritmo. É rotina. É cansaço. É a vida acontecendo ao mesmo tempo.
Às vezes você divulga muito e parece que ninguém viu.
Às vezes você não consegue divulgar e se culpa por isso.
Às vezes você abre o celular com coragem e fecha com um nó na garganta.
Se isso aconteceu (ou está acontecendo), respira. Não é fraqueza. É humano.
Dúvida, insegurança e trava também fazem parte do processo editorial
Existe uma delicadeza que pouca gente fala: quando o livro está “saindo”, ele mexe com a gente por dentro.
Porque a pré-venda é um lugar estranho entre dois mundos:
- o livro já existe o suficiente para ser mostrado,
- mas ainda não chegou o suficiente para ser segurado.
E nesse intervalo, surgem perguntas que não são só estratégicas. São afetivas:
- “Será que alguém vai querer?”
- “Será que eu estou incomodando?”
- “Será que eu sei fazer isso?”
- “Será que eu devo insistir mais?”
- “E se der errado?”
A verdade é: o medo aparece onde tem importância.
E se o seu livro importa, é natural que o caminho mexa com você.
Você não precisa atravessar isso sozinhe
A pré-venda não é um palco onde você precisa performar felicidade o tempo todo. Ela pode ser construída com honestidade, com limites, com pausas — e com apoio.
Aqui na TAUP, a gente acompanha campanhas de perto porque acredita numa coisa muito simples: livro bom não nasce só de esforço individual. Livro nasce de comunidade.
Se algo travou, se você está com dificuldades na divulgação, se está sem ideias, sem gás ou sem chão — a gente está aqui.
Para:
- pensar estratégias possíveis (do jeito que cabe na sua rotina);
- revisar um texto de divulgação com você;
- organizar um plano de posts que não te esgote;
- te ajudar a lembrar que campanha é processo, não sentença;
- ou simplesmente conversar, sem obrigação de “ser produtivo”.
Um jeito bonito (e real) de continuar
Talvez o que você precise agora não seja “fazer mais”.
Talvez seja fazer com mais cuidado.
Uma campanha também pode ser leve — mesmo quando é séria.
Ela pode ser sustentada por pequenos gestos consistentes, em vez de grandes surtos de energia.
E, acima de tudo, ela pode ser atravessada com companhia.
Se você leu até aqui, guarda essa frase como um bilhete dobrado no bolso:
Esse é um processo construído em parceria. Você não está sozinhe.
Com carinho,
Equipe Toma Aí Um Poema 💛