
Ao longo do mês de agosto de 2025, o projeto “Distribuição do Livro – A Pele da Pitanga” promoveu uma série de ações educativas em escola pública de Curitiba, levando literatura contemporânea, debate crítico e reflexão decolonial para dentro das salas de aula. As atividades foram conduzidas pela educadora e produtora cultural Mabelly Venson, responsável pela mediação das rodas de leitura e conversas com estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio.
As ações integram o projeto idealizado pela escritora Jéssica Iancoski, contemplado pelo Edital nº 032/2024 da Fundação Cultural de Curitiba, e têm como eixo central a distribuição gratuita do livro A Pele da Pitanga, obra finalista do Prêmio Jabuti 2022, que aborda identidade, memória, território e resistência cultural.
Durante as visitas, Mabelly Venson conduziu rodas de leitura mediadas, estimulando os estudantes a se aproximarem da poesia não apenas como conteúdo literário, mas como linguagem viva, capaz de provocar pensamento crítico e diálogo com questões contemporâneas.
Mais do que uma leitura guiada, as atividades propuseram um espaço de escuta e troca, em que os alunos puderam comentar impressões sobre o livro, levantar perguntas e relacionar os temas da obra com conteúdos curriculares, especialmente aqueles previstos pela Lei nº 11.645/08.
Segundo Mabelly Venson, a mediação nas escolas evidenciou o potencial da literatura como ferramenta pedagógica e de emancipação simbólica: “Os estudantes se reconhecem nos conflitos, nas perguntas e nas imagens do livro. A poesia abre caminhos para falar de identidade, pertencimento e história de um jeito sensível e acessível”.
Ao todo, as ações educativas alcançaram dezenas de turmas, beneficiando diretamente estudantes e professores, que também receberam exemplares gratuitos da obra para continuidade do trabalho em sala de aula. Em muitas escolas, o livro passa a integrar projetos de leitura, clubes do livro e atividades interdisciplinares, ampliando o impacto do projeto para além dos encontros presenciais.
As ações realizadas em agosto reforçam o compromisso do projeto A Pele da Pitanga com a democratização do acesso ao livro, a formação de leitores críticos e a valorização de narrativas a partir de uma perspectiva contemporânea, sensível e educativa. Ao levar a literatura para dentro das escolas, o projeto contribui para a construção de uma educação mais plural, inclusiva e conectada com a diversidade cultural brasileira.