Receber a confirmação de “arquivo preparado aprovado” é um marco enorme no processo editorial. É quando o texto deixa de estar na fase de organização e refinamento e passa a estar pronto para ganhar forma visual. A partir daqui, seu livro entra em uma etapa que mistura técnica e arte: a criação gráfica.
Se você acabou de aprovar o arquivo da fase de preparação e está se perguntando “e agora?”, este post explica quais são os próximos passos após a aprovação do arquivo preparado, por que essa fase leva um tempo, e como a diagramação e a capa são desenvolvidas com coerência estética e editorial.

O que significa “aprovação do arquivo preparado”?
No universo editorial, a preparação de texto é a etapa em que o original é organizado e revisado em nível estrutural para ficar pronto para a diagramação. Aqui, o foco não é o layout final do livro, e sim garantir que o arquivo esteja limpo, consistente e bem estruturado.
Quando você faz a aprovação do arquivo preparado, você está dizendo:
✅ “Este é o arquivo de texto final que vai para a etapa gráfica.”
A partir desse ponto, mudanças extensas no texto tendem a ser evitadas, porque qualquer alteração pode afetar paginação, ritmo visual, sumário, quebras e equilíbrio do layout durante a diagramação.
Depois do arquivo preparado aprovado, o que acontece?
Depois da aprovação, o livro entra na fase de criação gráfica, que normalmente envolve:
- Diagramação do miolo (projeto interno)
- Desenvolvimento da capa (projeto externo)
- Ajustes finais, conferências e fechamento de arquivos para impressão (mais adiante)
Nesta etapa, a pessoa responsável precisa ler e se ambientar no livro, porque design editorial não é só estética: é tradução visual do texto.
O que é criação gráfica do livro?
Criação gráfica é o conjunto de decisões visuais que transformam o conteúdo em um livro coerente, legível e expressivo — por dentro e por fora.
Ela inclui escolhas como:
- tipografia (fontes e hierarquia)
- espaçamentos e respiros
- margens e mancha gráfica
- ritmo de páginas
- tratamento de títulos e seções
- elementos de identidade (grafismos, ornamentos, símbolos, linhas)
- linguagem visual da capa (cores, composição, imagem, título, autor, lombada)
Aqui, o objetivo não é “enfeitar”. É fazer com que forma e conteúdo conversem.
Diagramação: por que ela começa com leitura e ambientação?
Muita gente imagina que diagramar é só “encaixar texto em páginas”. Mas diagramação editorial de verdade exige interpretação do livro.
Na TAUP (e em processos editoriais cuidadosos), antes de diagramar, a pessoa responsável precisa:
- entender o tom do texto (íntimo, épico, fragmentado, narrativo, experimental etc.)
- perceber o ritmo da escrita (pausas, brancos, cortes, intensidade)
- reconhecer padrões (títulos, repetições, seções)
- identificar o que precisa de destaque e o que precisa de silêncio
Isso influencia decisões como:
- onde a página respira
- como as quebras de poema funcionam
- quando um texto pede página inteira
- como títulos entram sem “gritar”
- como a leitura fica confortável sem perder força
Em resumo: diagramação é leitura materializada.
Capa: como ela é criada depois do arquivo preparado aprovado?
A capa costuma ganhar mais precisão quando o texto já passou pela preparação, porque a equipe já consegue:
- ler o livro com calma
- captar imagem central, atmosfera e símbolos
- alinhar a proposta ao que você indicou no formulário (referências, tom, palavras-chave, estilo)
A capa é o primeiro contato do leitor com sua obra — por isso, ela nasce do encontro entre:
- visão autoral (o que você quer que o livro seja)
- leitura do capista/designer (tradução visual)
- orientação editorial (coerência, legibilidade, circulação)
E isso leva tempo por um motivo bonito: a capa precisa ser parte do livro, não apenas “uma imagem”.
Por que a criação gráfica leva um tempinho?
A etapa de criação gráfica envolve:
- leitura e ambientação
- decisões técnicas (formatos, grids, padrões)
- testes de tipografia e ritmo
- desenvolvimento de capa (com propostas e ajustes)
- organização interna por cronograma e fila de produção
Mesmo quando tudo está fluindo, existe um tempo de criação que não é “demora”: é processo.
Design editorial feito com cuidado exige maturação, como o próprio texto.
O que você pode fazer enquanto espera a criação gráfica iniciar?
Se você está no intervalo entre “arquivo preparado aprovado” e “início da criação gráfica”, algumas coisas ajudam:
- separar paratextos finais (bio, agradecimentos, epígrafe), se ainda não enviou
- organizar referências visuais extras (se surgirem com clareza)
- pensar em planejamento de divulgação (pré-lançamento, fotos, eventos)
- descansar um pouco: essa pausa também faz parte do ciclo do livro
E, principalmente: confiar no fluxo. Se o arquivo preparado foi aprovado, o livro está andando.
Conclusão: arquivo preparado aprovado é a porta de entrada para o livro existir com forma
A aprovação do arquivo preparado é como dizer: “agora pode ganhar corpo.”
Daqui em diante, seu texto entra num processo em que alguém vai ler com atenção e transformar leitura em projeto: um livro que combina com o que você escreveu — e com a experiência que você quer oferecer ao leitor.
Aqui na TAUP, a gente acredita em criação com carinho, atenção e sentimento de arte — porque livro não é só conteúdo. É também forma, presença, encontro.
Assim que a criação gráfica iniciar, a equipe retorna com orientações e prazos.
Seu livro está em movimento. 💛